segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Correção Unesp 2015

Confira a correção comentada do vestibular 2015 da Unesp (Questões de História)

Leia o texto para responder às questões de números 31 e 32.

A partir do século VII a.C., muitas comunidades nas ilhas, na Grécia continental, nas costas da Turquia e na Itália construíram grandes templos destinados a deuses específicos: os deuses de cada cidade.
As construções de templos foram verdadeiramente monumentais. [...] Tornaram-se as novas moradias dos deuses. Não eram mais deuses de uma família aristocrática ou de uma etnia, mas de uma pólis. Eram os deuses da comunidade como um todo. A religião surgiu, assim, como um fator aglutinador das forças cooperativas da pólis. [...]
A construção monumental foi influenciada por temático, desenvolvidas na Mesopotâmia e no Egito, os grandes monumentos gregos teriam sido impossíveis.
(Norberto Luiz Guarinello. História antiga, 2013.)

Questão 31
Segundo o texto, um papel fundamental da religião, na Grécia antiga, foi o de
(A) eliminar as diferenças étnicas e sociais e permitir a igualdade social.
(B) estabelecer identidade e vínculos comunitários e unificar as crenças.
(C) impedir a persistência do paganismo e afirmar os valores cristãos.
(D) eliminar a integração política, militar e cultural entre as cidades-estados.
(E) valorizar as crenças aristocráticas e eliminar as formas de culto populares.

Resolução
Alternativa escolhida por eliminação, por dois motivos: 1) seria temerário enfatizar a influência da arte monumental mesopotâmica na formação urbanística das pólis, no século VII a.C.; 2) a expressão “unificar as crenças” foi empregada inadequadamente, pois, no caso, tratar-se-ia apenas de fortalecer a devoção da comunidade à divindade protetora local, e não unificar a doutrina e a mitologia como um todo, o que envolveria o conjunto da população grega.
Resposta: B


Questão 32
A relação estabelecida no texto entre a arquitetura grega e a arquitetura egípcia e oriental pode ser justificada pela
(A) circulação e comunicação entre povos da região mediterrânica e do Oriente Próximo, que facilitaram a expansão das construções em pedra.
(B) dominação política e militar que as cidades-estados gregas, lideradas por Esparta, impuseram ao Oriente Próximo.
(C) presença hegemônica de povos de origem árabe na região mediterrânica, que contribuiu para a expansão do Islamismo.
(D) difusão do helenismo na região mediterrânica, que assegurou a incorporação de elementos culturais dos povos dominados.
(E) força unificadora do cristianismo, que assegurou a integração e as recíprocas influências culturais entre a Europa e o norte da África.

Resolução
Outra alternativa escolhida por eliminação porque acentua de forma prematura – por se referir ao século VII a.C. – as relações entre a arquitetura grega e a egípcia (além de outras de origem igualmente oriental) na produção arquitetônica dos gregos.
Resposta: [A]

Questão 33
Observemos apenas que o sistema dos feudos, a feudalidade, não é, como se tem dito frequentemente, um fermento de destruição do poder. A feudalidade surge, ao contrário, para responder aos poderes vacantes. Forma a unidade de base de uma profunda reorganização dos sistemas de autoridade […].
(Jacques Le Goff. Em busca da Idade Média, 2008.)

Segundo o texto, o sistema de feudos
a) representa a unificação nacional e assegura a imediata centralização do poder político.
b) deriva da falência dos grandes impérios da Antiguidade e oferece uma alternativa viável para a destruição dos poderes políticos.
c) impede a manifestação do poder real e elimina os resquícios autoritários herdados das monarquias antigas.
d) constitui um novo quadro de alianças e jogos políticos e assegura a formação de Estados unificados.
e) ocupa o espaço aberto pela ausência de poderes centralizados e permite a construção de uma nova ordem política.


Resolução
Interpretação de texto. Segundo Le Goff, a desagregação do Império Romano do Ocidente e a fraqueza ou desorganização dos reinos bárbaros que lhe sucederam provocaram uma reordenação das forças político-sociais, tomando como base inicial de poder a nobreza guerreira senhorial (origem da aristocracia feudal).
Resposta: [E]

Questão 35
Que significa o advento do século XVI? [...] Se essa passagem de século tem hoje um sentido para nós, um sentido que talvez não tinha nos séculos anteriores, é porque vemos que aí é que surgem as primícias da globalização. E essa globalização é mais que um processo de expansão de origem ibérica, mesmo se o papel da península foi dominante. [...] Em 1500, ainda estamos bem longe de uma economia mundial. No limiar do século XVI, a globalização corresponde ao fato de setores do mundo que se ignoravam ou não se frequentavam diretamente serem postos em contato uns com os outros.
(Serge Gruzinski. A passagem do século: 1480-1520, 1999.)


O texto

a) defende a ideia de que a expansão marítima dos séculos XV e XVI tenha provocado a globalização, pois tal expansão eliminou as fronteiras nacionais.
b) rejeita a ideia de que a expansão marítima dos séculos XV e XVI tenha provocado a globalização, pois muitos povos do mundo se desconheciam.
c) identifica a expansão marítima dos séculos XV e XVI com o atual contexto de globalização, destacando, em ambos, a completa internacionalização da economia.
d) compara a expansão marítima dos séculos XV e XVI com o atual contexto de globalização, demonstrando o papel central, em ambos, dos países ibéricos.
e) relaciona a expansão marítima dos séculos XV e XVI com o atual contexto de globalização, ressalvando, porém, que são processos históricos distintos.


Resolução
O conceito exposto no texto transcrito estabelece uma comparação entre as Grandes Navegações e a atual globalização. Na verdade, trata-se da reformulação de uma constatação que historiadores não tão recentes consideravam como a “europeização do mundo” ou integração de economias distintas em um grande quadro mundial, dominado pelo capital mercantil europeu.
Resposta: [E]


Leia o texto para responder às questões de números 35 e 36.

O Brasil colonial foi organizado como uma empresa comercial resultante de uma aliança entre a burguesia mercantil, a Coroa e a nobreza. Essa aliança refletiu-se numa política de terras que incorporou concepções rurais tanto feudais como mercantis.
             (Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República, 1987).


Questão 35
A afirmação de que “O Brasil colonial foi organizado como uma empresa comercial resultante de uma aliança entre a burguesia mercantil, a Coroa e a nobreza” indica que a colonização portuguesa do Brasil.
a) desenvolveu-se de forma semelhante às colonizações espanhola e britânica nas Américas, ao evitar a exploração sistemática das novas terras e privilegiar os esforços de ocupação e povoamento.
b) implicou um conjunto de articulações políticas e sociais, que derivavam, entre outros fatores, do exercício do domínio político pela metrópole e de uma política de concessões de privilégios e vantagens comerciais.
c) alijou, do processo colonizador, os setores populares, que foram impedidos de se transferir para a colônia e não puderam, por isso, aproveitar as novas oportunidades de emprego que se abriam.
d) incorporou as diversas classes sociais existentes em Portugal, que mantiveram, nas terras coloniais, os mesmos direitos políticos e trabalhistas de que desfrutavam na metrópole.
e) alterou as relações políticas dentro de Portugal, pois provocou o aumento da participação dos burgueses nos assuntos nacionais e eliminou a influência da aristocracia palaciana sobre o rei.



Resolução
O arranjo descrito pela autora está consubstanciado nas regras do Pacto Colonial, uma vez que o exclusivo comercial metropolitano (imposição de uma Coroa absolutista) beneficiava a burguesia mercantil na exploração da economia colonial. À nobreza cabia exercer a alta administração da colônia, ocupando tanto os cargos civis como os militares, o que podia envolver outras compensações além dos vencimentos da função. Quanto às camadas populares – não mencionadas no texto –, forneceram o contingente necessário à ocupação e povoamento do território.

Resposta: [B]


Questão 36
A constatação de que “Essa aliança refletiu-se numa política de terras que incorporou concepções rurais tanto feudais como mercantis” justifica-se, pois a política de terras desenvolvida por Portugal durante a colonização brasileira.
a) permitiu tanto o surgimento de uma ampla camada de pequenos proprietários, cuja produção se voltava para o mercado interno, quanto a implementação de sólidas parcerias comerciais com o restante da América.
b) determinou tanto uma rigorosa hierarquia nobiliárquica nas terras coloniais, quanto o confisco total e imediato das terras comunais cultivadas por grupos indígenas ao longo do litoral brasileiro.
c) envolveu tanto a cessão vitalícia do usufruto de terras que continuavam a ser propriedades da Coroa, quanto
a orientação principal do uso da terra para a monocultura exportadora.
d) garantiu tanto a prevalência da agricultura de subsistência, quanto a difusão, na região amazônica e nas áreas centrais da colônia, das práticas da pecuária e da agricultura de exportação.
e) assegurou tanto o predomínio do minifúndio no Nordeste brasileiro, quanto uma regular distribuição de terras entre camponeses no Centro-Sul, com o objetivo de estimular a agricultura de exportação.




Resolução
A empresa agrícola lusitana no Brasil foi viabilizada por dois aspectos fundamentais: a produção em sistema de plantation, voltada para a exportação, e a garantia do direito de posse da terra à particulares (donatários e sesmeiros), ainda que a propriedade – ao menos em tese – continuasse a pertencer à Coroa.
Resposta: [C]


Questão 37
Era o fim. O general Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar y Palacios ia embora para sempre. Tinha arrebatado ao domínio espanhol um império cinco vezes mais vasto que as Europas, tinha comandado vinte anos de guerras para mantê-lo livre e unido, e o tinha governado com pulso firme até a semana anterior, mas na hora da partida não levava sequer o consolo de acreditarem nele. O único que teve bastante lucidez para saber que na realidade ia embora, e para onde ia, foi o diplomata inglês, que escreveu num relatório oficial a seu governo: “O tempo que lhe resta mal dá para chegar ao túmulo.”
(Gabriel García Marquez. O general em seu labirinto, 1989.)


O perfil de Simón Bolívar, apresentado no texto, acentua alguns de seus principais feitos, mas deve ser relativizado, uma vez que Bolívar
a) foi um importante líder político, mas jamais desempenhou atividades militares no processo de independência da América Hispânica.
b) obteve sucesso na luta contra a presença britânica e norte-americana na América Hispânica, mas jamais conseguiu derrotar os colonizadores espanhóis.
c) defendeu a total unidade das Américas, mas jamais obteve sucesso como comandante militar nas lutas de independência das antigas colônias espanholas.
d) teve papel político e militar decisivo na luta de independência da América Hispânica, mas jamais governou a totalidade das antigas colônias espanholas.
e) atuou no processo de emancipação da América Hispânica, mas jamais exerceu qualquer cargo político nos novos Estados nacionais.

Resolução
Embora Bolívar seja o responsável, direto ou indireto, pela libertação de cinco Estados sul-americanos (Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Alto Peru/Bolívia), jamais administrou diretamente esse vasto conjunto territorial, menos ainda “a totalidade das antigas colônias espanholas”. Apesar de suas intenções unionistas, não conseguiu viabilizá-las devido às diversidades regionais e às ambições de seus lugar-tenentes. Bolívar foi presidente da Venezuela, da Grã-Colômbia (Venezuela e Colômbia), do Peru e do Alto Peru, embora nos dois últimos casos seu título fosse praticamente honorífico.

Resposta: [D]


Questão 38
A escravatura, que realmente tantos males acarreta para a civilização e para a moral, criou no espírito dos brasileiros este caráter de independência e soberania, que o observador descobre no homem livre, seja qual for o seu estado, profissão ou fortuna. Quando ele percebe desprezo, ou ultraje da parte de um rico ou poderoso, desenvolve-se imediatamente o sentimento de igualdade;
e se ele não profere, concebe ao menos, no momento, este grande argumento: não sou escravo. Eis aqui no nosso modo de pensar, a primeira causa da tranquilidade de que goza o Brasil: o sentimento de igualdade profundamente arraigado no coração dos brasileiros. 
(Padre Diogo Antônio Feijó apud Miriam Dolhnikoff. O Pacto Imperial, 2005.)

O texto, publicado em 1834 pelo Padre Diogo Antônio Feijó, 
a) parece rejeitar a escravidão, mas identifica efeitos positivos que ela teria provocado entre os brasileiros.
b) caracteriza a escravidão como uma vergonha para todos os brasileiros e defende a completa igualdade entre brancos e negros.
c) defende a escravidão, pois a considera essencial para a manutenção da estrutura fundiária.
d) revela as ambiguidades do pensamento conservador brasileiro, pois critica a escravidão, mas enfatiza a importância comercial do tráfico escravagista.
e) repudia a escravidão e argumenta que sua manutenção demonstra o desrespeito brasileiro aos princípios da igualdade e da fraternidade.


Resolução
Interpretação de texto. Em princípio, Feijó posicionava-se se contra a escravatura, mas vê na sua existência, no Brasil, uma contribuição positiva: a formação de um “espírito dos brasileiros”, igualados na consciência de que não são escravos e que, portanto, permanecem
equiparados na liberdade, independentemente de sua condição. 
Resposta: [A]

Questão 39
A influência e o domínio do povo pelo “partido”, isto é, por alguns recém-chegados (os ideólogos comunistas procedem dos centros urbanos), já destruiu a influência e a energia construtiva desta promissora instituição que eram os sovietes. No momento atual, são os comitês do partido e não os sovietes que governam a Rússia. E sua organização padece de todos os defeitos da organização burocrática. 
(Piotr Kropolkin. “Carta a Lênin (04.03.1920)” Textos escolhidos. 1987.) 


As críticas do anarquista Kropotkin a Lênin, presentes nessa carta de 1920, indicam a sua 
a) crença de que o partido bolchevique consiga reconhecer o poder supremo dos sovietes e extinguir a injustiça social, a hegemonia burguesa e o autoritarismo.
b) insatisfação em relação à diminuição da influência das associações de soldados e trabalhadores e ao aumento da influência política das lideranças bolcheviques.
c) disposição de anular a influência dos sovietes, para que o Estado russo seja eliminado e se instale uma nova organização política, baseada na supressão de toda forma de poder.
d) avaliação de que o partido social-democrata se tornou, após a Revolução de Outubro de 1917, o único grupo político capaz de conter as manifestações sociais e reestruturar o Estado russo.
e) discordância diante do esforço organizativo do país, empreendido pelos bolcheviques, e sua aposta no retorno da monarquia parlamentar derrubada pela Revolução de Outubro de 1917.



Resolução
Os sovietes (conselhos de operários, soldados e camponeses) surgiram na Revolução de 1905 e tiveram uma importância decisiva na ascensão dos bolcheviques ao poder na Rússia, em outubro/novembro de 1917. Entretanto, a ideia de “Todo poder aos sovietes”, proclamada por Lênin em suas Teses de Abril, foi rapidamente substituída por um mecanismo que apenas referendava a ação dos comitês do Partido [Bolchevique] – estes últimos, aliás,
meros executores das decisões do Comitê Central, dirigido por Lênin. Com isso, o caráter popular do início da Revolução foi substituído por uma estrutura burocrática centralizada e imposta à população.
Resposta: [B]


Questão 40
Em 1924, uma caravana formada por Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e o poeta franco-suíço Blaise Cendrars, entre outros, percorreu as cidades históricas mineiras e acabou entrando para os anais do Modernismo. O movimento deflagrado em 1922 estava se reconfigurando.
(Ivan Marques. “Trem da modernidade”. Revista de História da Biblioteca Nacional, fevereiro de 2012. Adaptado.)


Entre as características da “reconfiguração” do Modernismo, citada no texto, podemos incluir
a) a politização do movimento, o resgate de princípios
estéticos do parnasianismo e o indigenismo.
b) a retomada da tradição simbolista, a defesa da
internacionalização da arte brasileira e a valorização das tradições orais.
c) a incorporação da estética surrealista, o apoio ao movimento tenentista e a defesa do verso livre.
d) a defesa do socialismo, a crítica ao barroco brasileiro e a revalorização do mundo rural.
e) a maior nacionalização do movimento, o declínio da influência futurista e o aumento da preocupação primitivista.


Resolução
A questão aborda algumas características do “Movimento Pau-Brasil”, ao qual pertenceram os artistas brasileiros mencionados e cujo manifesto propunha um redirecionamento do modernismo, de acordo com as propostas elencadas na alternativa E.
Resposta: [E]



Questão 41
Examine a charge do cartunista Théo, publicada na revista Careta em 27.12.1952.


Getúlio: — Ser pai dos pobres dá mais trabalho do que ser Papei Noel! Você só se amofina no Natal: a mim eles chateiam o ano inteiro!
(Isabel Lustosa. História de presidentes, 2008.)

O apelido de “pai dos pobres”, dado a Getúlio Vargas, pode ser associado
a) ao autoritarismo do presidente diante dos movimentos sociais, manifesto na repressão às associações de operários e camponeses.
b) aos esforços de negociação com a oposição, com a decorrente distribuição de cargos administrativos e funções políticas.
c) ao caráter popular do regime, originário de uma revolução social e empenhado no combate à burguesia industrial brasileira.
d) à política de concessões desenvolvida junto a sindicatos, como contrapartida do apoio político dos trabalhadores.
e) à supressão de legislação trabalhista no país, que obrigava o governo a agir de forma assistencialista.



Resolução
A alternativa descreve, de maneira um tanto crua, o mecanismo de troca existente no populismo: concessões trabalhistas, trazendo em contrapartida o apoio dos sindicatos ao governo. Entretanto, deve-se se frisar que a alcunha de “Pai dos Pobres”, conferida à Getúlio pelas classes trabalhadoras, refere-se muito mais aos benefícios sociais advindos da CLT do que ao controle exercido sobre as organizações sindicais.
Resposta: [D]



Questão 42
Em minha proclamação como Rei, já há quase quatro décadas, assumi o firme compromisso de servir aos interesses gerais da Espanha, com o afã de que os cidadãos chegassem a ser os protagonistas do seu próprio destino, e nossa Nação, uma democracia moderna, plenamente integrada na Europa.
Propus-me então a encabeçar a apaixonante tarefa nacional que permitiu aos cidadãos elegerem seus legítimos representantes e levarem a cabo essa grande e positiva transformação da Espanha, da qual tanto necessitávamos.
Hoje, quando olho para trás, não posso sentir senão orgulho e gratidão por vocês.
(Discurso de abdicação do Rei Juan Cartos, da Espanha,  em 02.06.2014. http//brasil.elpais.com) 

A ascensão de Juan Carlos ao trono da Espanha, mencionada no texto, deu-se com 
a) o fim da Guerra Civil Espanhola, vencida pelos fascistas, que extinguiram a república e reinstauraram a monarquia no país.
b) a revolução social encabeçada pelos republicanos, que contaram com amplo apoio de tropas internacionais de voluntários.
c) a derrota dos movimentos separatistas basco e catalão, que, durante a ditadura franquista, haviam provocado a fragmentação política e territorial da Espanha.
d) a incorporação da Espanha à União Europeia, após o golpe monárquico que derrubou o regime fascista que controlou o país por quase quatro décadas.
e) o início de um processo amplo de redemocratização do país, após ter atravessado quase quatro décadas sob a ditadura franquista.


Resolução
O general Francisco Franco, ditador da Espanha entre 1939 e 1975, malgrado sua conotação ideológica fascista, teve a percepção de que o regime por ele fundado não sobreviveria a sua morte, o que criaria um vácuo político com consequências imprevisíveis.
Para realizar uma transição política sem abalos e que congregasse as diversas forças do país, Franco optou pela neutralização de sua sucessão. Trazendo para a Espanha o neto do último soberano (exilado em 1931), restabeleceu a Monarquia e proclamou-se regente, tendo como sucessor presuntivo o príncipe Juan Carlos. Coube a este último, depois de entronizado, articular o Pacto de Moncloa, que realizou com êxito a passagem da Espanha do totalitarismo para a democracia.
Resposta: [E]




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