quarta-feira, 9 de março de 2011

Confira as avaliações de História do primeiro bimestre


CNDL - COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES

AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA DO BRASIL PRIMEIRO ANO


1. (CNDL) Leia o texto do padre André João Antonil sobre a criação de gado no Nordeste, depois responda às questões propostas. As fazendas e os currais de gado situam onde há largueza de campo e águas, por isso os currais da Bahia estão nas margens do rio São Francisco. E, posto que sejam muitos os currais da parte da Bahia, chegam a muito maior número os de Pernambuco. As boiadas que vêm para a Bahia possuem de cem, cento e cinquenta, a duzentas e trezentas cabeças de gado. Os que trazem são brancos, mulatos e pretos, e também índios, que com este trabalho procuram ter algum lucro.
Cultura e opulência do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1982.

a) Em que área do Nordeste se desenvolveu a pecuária e por que essa área favoreceu a expansão dessa atividade econômica?
Resposta: A pecuária desenvolveu-se na região nordeste, ao longo do vale do rio São Francisco entre outros motivos em razão da grande existência nessa áreas de pastagens naturais e ainda pela facilidade na utilização dos recursos hídricos do "velho Chico".
b) Caracterize a mão de obra empregada na criação de gado no período colonial brasileiro.
Resposta: A mão de obra empregada na pecuária colonial brasileira foi majoritariamente exercida por trabalhadores livres, os chamados "camaradas", entretanto houve também a utilização de alguns poucos escravos nessa atividade que exigia mão de obra reduzida e pouco investimento de capital.

2. (UNESP) A pecuária, ao longo de praticamente todo período colonial brasileiro, foi uma atividade econômica sempre secundária, mas sempre em expansão, ao contrário do que ocorreu com a agricultura canavieira e com a mineração aurífera. Explique, com relação à pecuária, o porquê destas características.
Resposta: A pecuária sempre se apresentou como uma atividade paralela e complementar, tanto a produção açucareira quanto à produção aurífera, visto que era subsidiária dessas atividades principais, a criação de gado visava o consumo interno, ou seja o abastecimento de alimento destinado às regiões produtoras de açúcar e de ouro.


3. (UFPB) O texto, a seguir, retrata uma das mais tristes páginas da história do Brasil: a escravidão.

“O bojo dos navios da danação e da morte era o ventre da besta mercantilista: uma má­quina de moer carne humana, funcionando incessantemente para alimentar as plantações e os engenhos, as minas e as mesas, a casa e a cama dos senhores – e, mais do que tudo, os cofres dos traficantes de homens.”

(Fonte: BUENO, Eduardo. Brasil: uma história – Cinco séculos de um país em construção. São Paulo: Leya, 2010. p. 124).

Sobre a escravidão como atividade econômica no Brasil Colônia, é correto afirmar:
a) As pressões inglesas, para que o tráfico de escravos continuasse, aumentaram após 1850. Porém, no Brasil, com a Lei Eusébio de Queiróz, ocorreu o fim do tráfico inter­continental e, praticamente, desapareceu o tráfico interno entre as regiões.
b) A mão-de-obra escrava no Brasil, diferente de outros lugares, não era permitida em atividades econômicas complementares. Por isso, destinaram-se escravos exclusivamente às plantações de cana-de-açúcar, às minas e à produção do café.
c) A compra e posse de escravos, durante todo o período em que perdurou a escravidão, só foi permitida para quem pudesse manter um número de, pelo menos, 30 cativos. Essa proibição justificava-se, devido aos altos custos para se ter escravos.
d) Muitos cativos, no início da escravidão, conseguiam a liberdade, após adquirirem a carta de alforria. Isso explica o grande número de ex-escravos que, na Paraíba, conseguiram tornar-se grandes proprietários de terras.
e) Os escravos, amontoados e em condições desumanas, eram transportados da África para o Brasil, nos porões dos navios negreiros, como forma de diminuição de custos. Com isso, muitos cativos morriam antes de chegarem ao destino.
Resposta: Alternativa E. Os escravos em transportados da África para a América portuguesa nos chamados navios negreiros em terríveis condições, onde muitos africanos acabavam morrendo. Isso demonstra uma das faces cruéis do tráfico negreiro.
4. (PUC-RIO 2009) Sobre as características da sociedade escravista colonial da América portuguesa estão corretas as afirmações abaixo, À EXCEÇÃO de uma. Indique-a.
a) O início do processo de colonização na América portuguesa foi marcado pela utilização dos índios – denominados “negros da terra” – como mão-de-obra.
b) Na América portuguesa, ocorreu o predomínio da utilização da mão-de-obra escrava africana seja em áreas ligadas à agro-exportação, como o nordeste açucareiro a partir do final do século XVI, seja na região mineradora a partir do século XVIII.
c) A partir do século XVI, com a introdução da mão-de-obra escrava africana, a escravidão indígena acabou por completo em todas as regiões da América portuguesa.
d) Em algumas regiões da América portuguesa, os senhores permitiram que alguns de seus escravos pudessem realizar uma lavoura de subsistência dentro dos latifúndios agroexportadores, o que os historiadores denominam de “brecha camponesa”.
e) Nas cidades coloniais da América portuguesa, escravos e escravas trabalharam vendendo mercadorias como doces, legumes e frutas, sendo conhecidos como “escravos de ganho”.
Resposta: Alternativa C. Embora a escravidão africana fosse predominante em todo o período de vigência da escravidão no Brasil, os índios também foram utilizado como mão-de-obra escrava, principalmente nas regiões menos dinâmicas economicamente, a exemplo de São Paulo, onde os bandeirantes escravização milhares de índios.

5. (FUVEST 2009)

Trabalho escravo ou escravidão por dívida é uma forma de escravidão que consiste na privação da liberdade de uma pessoa (ou grupo), que fica obrigada a trabalhar para pagar uma dívida que o empregador alega ter sido contraída no momento da contratação. Essa forma de escravidão já existia no Brasil, quando era preponderante a escravidão de negros africanos que os transformava legalmente em propriedade dos seus senhores. As leis abolicionistas não se referiram à escravidão por dívida. Na atualidade, pelo artigo 149 do Código Penal Brasileiro, o conceito de redução de pessoas à condição de escravos foi ampliado de modo a incluir também os casos de situação degradante e de jornadas de trabalho excessivas.
(Adaptado de Neide Estergi. A luta contra o trabalho escravo, 2007.)

Com base no texto, considere as afirmações abaixo:

I. O escravo africano era propriedade de seus senhores no período anterior à Abolição.

II. O trabalho escravo foi extinto, em todas as suas formas, com a Lei Áurea.

III. A escravidão de negros africanos não é a única modalidade de trabalho escravo na história do Brasil.

IV. A privação da liberdade de uma pessoa, sob a alegação de dívida contraída no momento do contrato de trabalho, não é uma modalidade de escravidão.

V. As jornadas excessivas e a situação degradante de trabalho são consideradas formas de escravidão pela legislação brasileira atual.

São corretas apenas as afirmações:
a) I, II e IV
b) I, III e V
c) I, IV e V
d) II, III e IV
e) III, IV e V
Resposta: Alternativa B. Estão corretos os itens I, III e V.
Questão desafio
(CNDL) Leia o texto a seguir.
O longo, rendoso e doce reinado do açúcar em terras brasileiras – iniciado em 1532 e ainda sem data para acabar – trouxe consequências amargas para o país. Plantada com avidez e impaciência no luxuriante solo de aluvião do Nordeste, a cana-de-açúcar deu luz ao Brasil, colocando-o no mapa do comércio planetário. O pó branco tornou-se “o principal nervo e substância da riqueza da terra”, segundo um antigo cronista. Com os dividendos, de qualquer forma logo emigrados para Portugal e, dali, para a Holanda – vieram a devastação das matas, a escravidão indígena em larga escala, os desatinos do monopólio e da monocultura, a infâmia inominável do tráfico negreiro, a vertigem do lucro fácil, o latifúndio, a pirâmide social escravista, a ganância desenfreada – vícios que o Brasil em vez de sanar, incorporou.
(BUENO, Eduardo. Doçura e amargor do açúcar. In: Brasil: uma história – cinco séculos de um país em construção. São Paulo: Leya, 2010. p. 47.)
Com base no texto e em seus conhecimentos sobre o tema citado, responda.
a) Quais as razões da escolha do açúcar como produto responsável pelo início da colonização sistemática da América Portuguesa.
Resposta: Possibilidade de lucros com a comercialização do produto no mercado europeu, condições geográficas favoráveis na América Portuguesa, financiamento holandês na produção de açúcar, experiência portuguesa no plantio da cana-de-açúcar.

b) Apresente as principais características da plantation açucareira na América Portuguesa.
Resposta: Monocultura, escravidão, latifúndio, produção voltada para o mercado externo (exportação).


c) Cite três consequências da expansão do cultivo de cana-de-açúcar no período colonial brasileiro.
Resposta: Poderíamos citar a devastação das matas, a escravidão indígena em larga escala, os desatinos do monopólio e da monocultura, a infâmia inominável do tráfico negreiro, a vertigem do lucro fácil, o latifúndio, a pirâmide social escravista, a ganância desenfreada.


AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA DO BRASIL - SEGUNDO ANO


1. (UNESP) A expansão da economia do café para o oeste paulista, na segunda metade do século XIX, e a grande imigração para a lavoura de café trouxeram modificações na história do Brasil, como
a) o fortalecimento da economia de subsistência e a manutenção da escravidão.
b) a diversificação econômica e o avanço do processo de urbanização.
c) A divisão dos latifúndios no Vale do Paraíba e a crise da economia paulista.
d) O fim da república oligárquica e o crescimento do movimento camponês.
e) a adoção do sufrágio universal nas eleições federais e a centralização do poder.
Resposta: Alternativa B. Diversificação econômica e urbanização das cidades como Rio de Janeiro e São Paulo que passaram por um processo de modernização.
2. (UFLA - adaptada) Com base no contexto do café na história brasileira, analise as afirmativas a seguir e, a seguir, assinale a alternativa CORRETA.
I. A dinâmica da produção e da cultura do café, em especial no Vale Paraíba, no século XIX, obedeceu a padrões já encontrados na economia colonial, como, por exemplo, o latifúndio.
II. O oeste paulista, além da mão-de-obra escrava, pôde atrair mais facilmente o imigrante, principalmente após 1850.
III. A expansão do café no século XIX propiciou a dinamização de um conjunto de modernizações, como bancos, estradas e ferrovias.
IV. O café, introduzido no país em 1727, no atual Estado do Pará, adapta-se no Sudeste, especificamente em São Paulo, a partir de 1760, onde inicia sua expansão para as outras áreas da região.
a) Apenas as alternativas I, III e IV são corretas.
b) Apenas as alternativas I, II e IV são corretas.
c) Apenas as alternativas II, III e IV são corretas.
d) Apenas as alternativas I, II e III são corretas.
Resposta: Alternativa D. Os itens I, II e III estão corretos. O item IV está incorreto pois o café começou a ser plantado em larga escala no Rio de Janeiro e só depois se expandiu para São Paulo.



3. (UFMG) Considerando-se as relações entre a conjuntura econômica e o sistema de transporte brasileiro no século XIX, é CORRETO afirmar que
a) o surgimento de uma extensa rede viária destinada ao escoamento da produção industrial foi possível, fundamentalmente, a partir do investimento público capitaneado pelo Banco do Brasil.
b) as principais rotas do sistema de circulação então criadas subsistem até os dias de hoje, notadamente no que respeita às auto-estradas, que começaram a surgir no fim do século, para atender à crescente produção de automóveis.
c) as principais vias de transporte criadas à época se situaram na Região Sudeste, atendendo às demandas crescentes da cafeicultura, sendo os investimentos oriundos, em grande parte, de capital estrangeiro.
d) o comércio do açúcar, reabilitado após a crise da mineração, estimulou o surgimento de inúmeras autovias e ferrovias, construídas com capital nacional e que se concentravam na região da mata nordestina.
Resposta: Alternativa C. A construção de ferrovias que teve a participação do capital estrangeiro, notadamente o britânico, facilitou o escoamento da produção de café do Sudeste do Brasil durante a segunda metade do século XIX.





4. (FUVEST) É possível defender a tese de que o café é um produto que ao mesmo tempo facilitou e dificultou o início da industrialização no Brasil.
Argumente sobre essa tese.
Resposta: Os capitais acumulados na atividade cafeeira foram aplicados na indústria. O café dinamizou o mercado interno, introduzindo a mão de obra assalariada do imigrante e modernizou os transportes e o sistema financeiro, ambos benéficos à indústria.Todavia o Estado brasileiro era controlado pela aristocracia agrária e, por esta razão, não implementou uma política industrial para o país. Apesar do relativo desenvolvimento industrial ocorrido com a expansão cafeeira continuávamos ainda com uma economia essencialmente agroexportadora, os setores básicos da industrialização (química, siderúrgia, etc) ainda não tinham se desenvolvidos para que pudessem alavancar outras necessidades industriais. O sucesso do café sustenta a ideia que o Brasil é um país com vocação agrícola, a riqueza gerada pelo café garantia as divisas necessárias para o país. Portanto o café foi tanto impulsionador como limitador de nossa industrialização.




5. (UFPR) Afirma-se que o processo de industrialização do Brasil no século XIX começou tardiamente, enquanto na Europa já eram grandes as transformações resultantes da indústria. Quais teriam sido os fatores que contribuíram para retardar tal processo?
Resposta: Falta de incentivos do governo que acreditava na vocação agrícola do país, falta de mercado consumidor e de mão de obra assalariada abundante, carência de recursos financeiros para serem investidos na atividade, dependência externa, concorrência com a produção britânica.



Questão desafio


“Vizinhos! - É Olécia que está escrevendo
Saúde boa e bem vai se vivendo.
Faz sete meses que silenciamos
No fim de tal destino já acampamos.
Vivemos em florestas, em cabanas,
E imensamente estamos trabalhando.
Vivemos juntos, não nos separaram,
da vila quinze léguas nos distaram.
Na mata, sob montanhas....Não chiamos:
Não há estradas, trilhas palmilhamos.
Brasil! Também se sofre nessa terra:
Pegou-nos logo a febre amarela.
Em três meses na Ilha das Flores
Morreram três mulheres e três homens
(...)
Que mais escrevo? Novas não alardam.
De cobras cinco nossos se finaram.
Aqui anda um povo rude pelo mato
Que mata e come a gente. Fuja deste fato.
Se Deus quiser, e nós nos recompormos.
Quarenta fomos, em dezoito somos.
(...)
FRANKÓ, Iwan. Carta do Brasil, 1895, in: ANDREAZZA,
Maria Luiza. O Paraíso das Delícias. Curitiba: Aos Quatro
Ventos, 1999.



O poema acima foi composto a partir das notícias que chegavam na Europa Oriental sobre a situação dos imigrantes eslavos que vieram para o Brasil em 1895. Tal movimento demográfico era parte das chamadas “Grandes Migrações”, que implicaram a transferência de milhões de europeus para as Américas, sobretudo a partir da segunda metade do século XIX.

a) Cite dois fatores relacionados ao contexto europeu do século XIX que estimularam este grande movimento migratório.
Resposta: O contexto histórico vivido na Europa na segunda metade do século XIX era marcado por graves crises econômicas e agitações políticas. Muitos países enfrentavam crise no abastecimento, desemprego e ainda estavam envolvidos em conflitos bélicos como as guerras pela unificação da Itália e da Alemanha, nesse período. Esses fatos acabaram estimulando a vinda de muitos imigrantes europeus para o Brasil em busca de melhores condições de vida e de trabalho.


b) Indique dois aspectos presentes no poema que expressam as dificuldades enfrentadas por imigrantes pobres que vieram se estabelecer no Brasil em fins do século XIX.
Resposta: A dificuldade de adaptação dos imigrantes no primeiros tempos de Brasil, as doenças tropicais e os animais peçonhentos que vitimavam alguns deles. Percebe-se que as condições de trabalho eram marcadas por grandes dificuldades a serem enfrentados pelos primeiros imigrantes.





AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA DO BRASIL - TERCEIRO ANO

1. (Uerj)

Ano

Produção aurífera (kg)

1699

725

1701

1785

1704

9000

1720

25000

1725

20000

(LINHARES, Maria Yedda (org.). História geral do Brasil. Rio de Janeiro, Campus, 1990.)

O século XVIII foi marcado por inúmeras descobertas de ouro no Brasil, possibilitando um aumento da extração desse metal, como se observa na tabela acima.

Essas descobertas provocaram mudanças significativas na organização colonial, tais como:

a) recuperação agrícola do Nordeste e redução das atividades pastoris.

b) estabelecimento da capital na cidade do Rio de Janeiro e incentivo às atividades urbanas.

c) declínio da utilização de mão-de-obra escrava e ampliação do trabalho assalariado nas minas.

d) superação da condição de colônia e elevação do Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves.

Resposta: Alternativa B. Com o aumento da produção de ouro, a capital foi transferida para o Rio de Janeiro. Outra importante consequência da mineração foi o desenvolvimento do comércio interno.

2. (UNESP) "As minas do Brasil se vão de dia em dia acabando, como mostra a experiência; muitas delas já não dão nem para as despesas; antigamente (...) tirava-se tanto que só a capitania das Minas Gerais pagava dos direitos dos quintos cem arroubas de ouro todos os anos."

J.J. da Cunha Azeredo Coutinho. Discurso sobre o estado atual das minas do Brasil, 1804.

a) Aponte uma das causas do declínio da produção aurífera na região das Minas gerais na época em que o texto foi escrito.

Resposta: A queda na produção devido à utilização de técnicas rudimentares, o ouro era de aluvião e se escasseava rapidamente. Outro fator que contribuiu para o declínio da produção aurífera foi a excessiva tributação cobrada nas regiões mineradoras.

b) Indique duas conseqüências econômicas da atividade mineradora para a Colônia.

Resposta: Incremento do comércio interno, transferência do eixo econômico do Nordeste para o Centro-Sul, dinamização da economia de subsistência (expansão da pecuária), deu origem a um mercado de consumo bem dinâmico na região, aliviou a situação de dependência econômica de Portugal em relação a Inglaterra (Tratado de Methuen, 1703).

3. (UFRJ) "Cada ano, vêm nas frotas quantidades de portugueses e de estrangeiros, para passarem às minas. Das cidades, vilas e recôncavos e sertões do Brasil, vão brancos, pardos e pretos, e muitos índios, de que os paulistas se servem. A mistura é de toda condição de pessoas: homens e mulheres, moços e velhos, pobres e ricos, nobres e plebeus, seculares e clérigos, e religiosos de diversos institutos, muitos dos quais não têm no Brasil convento nem casa."

André João Antonil, "Das pessoas que andam nas minas e tiram ouro dos ribeiros", in Cultura e opulência do Brasil, 1a. edição 1711

A corrida do ouro às minas brasileiras ocorrida nas primeiras décadas do século XVIII, proporcionou significativas mudanças na economia e na sociedade colonial.

Identifique duas importantes transformações ocorridas na sociedade colonial a partir do ciclo do ouro, em Minas Gerais, no século XVIII. Resposta: Rápido processo de urbanização e, devido a esse fato temos também o desenvolvimento do mercado interno na colônia. Com o crescimento populacional aumenta-se também os dispositivos de controle social sobre a população escrava e setores marginalizados da população livre e, controle fiscal e burocrático por parte de autoridades metropolitaas. Nas transformações socioculturais, destaca-se o aparecimento de pólos artísticos urbanos, como a arte barroca e as sociedades literárias.

4. (UNESP) "Já se verificando nesta época a diminuição dos produtos das Minas, viu-se o capitão Bom Jardim obrigado a voltar suas vistas para a agricultura (...)

Seus vizinhos teriam feito melhor se tivessem seguido exemplo tão louvável em vez de desertar o país, quando o ouro desapareceu.”

Jonh Mawe. Viagens ao Interior do Brasil, principalmente aos Distritos do Ouro e Diamantes.

Segundo as observações do viajante inglês, os efeitos imediatos da decadência da extração aurífera em Minas Gerais foram:

a) a esterilização do solo mineiro e a queda da produção agropecuária.

b) a crise econômica e a consolidação do poder político das antigas elites mineiras.

c) a instalação de manufaturas e a suspensão dos impostos sobre as riquezas.

d) a conversão agrícola da economia e o esvaziamento demográfico da província.

e) a interrupção da exploração do ouro e a decadência das cidades.

Resposta: Alternativa D. De acordo com a leitura desse documento histórico é possível concluir que a decadência aurífera provocou o deslocamento da economia para o setor agrícola e o descrescimo populacional da região.

5. (FUVEST) Na segunda metade do século XVII, Portugal encontrava-se em grave crise econômica.

a) Explique o motivo dessa crise.

Resposta: O aumento da dependência econômica de Portugal em relação a Inglaterra, em razão do grande déficit econômico enfrentado pela Coroa portuguesa.

b) De que forma o Brasil contribui para solucioná-la?

Resposta: A descoberta de ouro durante o século XVIII possibilitou um equilíbrio nas finanças lusitanas, uma vez que os impostos arrecadados na produção de ouro na América portuguesa possibilitaram a quitação dos débitos portugueses com a Inglaterra, aliviando a precária situação financeira que Portugal atravessava naquele contexto histórico.

Questão desafio

(Unicamp-SP) No Brasil colonial, além da produção açucareira escravista, o historiador Caio Prado Junior (em Formação do Brasil Contemporâneo) enumera outras atividades econômicas importantes como, por exemplo, a mineração do século XVIII, que era também uma atividade voltada para o comércio externo.

a) Caracterize a mineração no século XVIII em termos de região geográfica, organização do trabalho e desenvolvimento urbano.

b) Cite e caracterize duas outras atividades econômicas do Brasil colonial que não eram voltadas para o comércio externo.

Resposta: a) Nas Minas Gerais e no Centro-Oeste é que se desenvolveu a mineração, apoiada sobretudo no trabalho escravo mas também em modalidades de trabalho livre. A população numerosa demandava grande quantidade de produtos e serviços permitindo o intenso desenvolvimento de atividades comerciais e urbanas.

b) A agricultura de subsistência e a pecuária que abastecia os centros urbanos com o fornecimento de carne e de animais empregados para o transporte e a agricultura de subsistência.


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